CBH-Doce acompanha execução de ações de recuperação do Rio Doce após tragédia


25 ago/2017

Membros dos CBHs da bacia participaram de um seminário, em Brasília, para conhecer as ações de reparação, previstas no TTAC, que estão sendo executadas pela Fundação Renova

Um seminário, promovido pelo IBAMA e pelo Comitê Interfederativo da Fundação Renova, sediado em Brasília, nos dias 24 e 25 de agosto, teve como objetivo apresentar às autoridades e à comunidade o andamento das ações de reparação ambiental, previstas no Termo de Transação e Ajustamento de Conduta, firmado entre a mineradora Samarco e entes do Governo, após o rompimento da barragem de Fundão. Membros do Comitê de Integração e dos Comitês de rios afluentes da Bacia do Rio Doce participaram do encontro, a fim de acompanhar de perto o cumprimento do acordo e das atividades de mitigação dos impactos ambientais, sociais, cultural e econômicos causados pelo desastre, que causou a morte de 19 pessoas e a contaminação do Rio Doce, em toda a sua extensão, em novembro de 2015.

Representantes dos Governos dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, prefeitos das cidades impactadas e outras autoridades estiveram presentes no encontro. Representando o CBH-Doce, participaram do encontro o presidente e o secretário executivo do colegiado, Leonardo Deptulski e Edson Valgas; além do vice-presidente do CBH-Doce e presidente do CBH-Piranga, Carlos Eduardo Silva e o secretário adjunto do CBH-Doce e presidente do CBH-Manhuaçu, Senisi Rocha. Para representar a porção mineira, também estiveram presentes o vice-presidente do CBH-Piracicaba, José Ângelo Paganini; o presidente do CBH-Santo Antônio, Felipe Benício Pedro; o vice-presidente do CBH-Suaçuí, Hernani Santana; o presidente do CBH-Caratinga, Ronevon Huebra e a conselheira do CBH-Caratinga, Silvia Farias. Já da porção capixaba da Bacia do Rio Doce, participaram o secretário executivo do CBH-Guandu, Jonnyr Moreira; o presidente do CBH-Pontões e Lagoas do Rio Doce; Antônio Ruy; o secretário executivo do CBH-Barra Seca e Foz do Rio Doce, Marco Antônio Lima e a presidente do CBH-Santa Joana, Dhara Hibrya Pagel.

Depoimentos:

Na abertura de hoje, o presidente do CBH-Doce, Leonardo Deptulski, falou sobre os trabalhos do Comitê na época da tragédia de Mariana. Além disso, ele ressaltou os projetos socioambientais que são desenvolvidos em todas as bacias afluentes do Rio Doce. “Fazer com que essas ações do CIF, executadas pela Fundação Renova, estejam em sintonia com o que está previsto no Plano Integrado de Recursos Hídricos é uma aceleração no processo de recuperação e revitalização da bacia do Doce”, comentou Deptulski. “Esse conjunto de ações nos da uma esperança de estarmos acelerando o trabalho de recuperação e revitalização do Doce. Por isso, nosso empenho é fundamental e temos que, cada vez mais, estarmos juntos, apoiar, mas também fazer a crítica e cobrar quando necessário. Este é nosso papel nos comitês de bacia, fazer a gestão das águas na Bacia do Doce”, finalizou.

O secretário executivo do CBH-Doce, Edson Valgas, que também participou do Seminário “Rio Doce: Desafios da Governança Interfederativa”, destacou que “o evento nos dá a oportunidade, enquanto Comitê do Rio Doce e afluentes da Bacia, de acompanharmos de perto as ações do TTAC. Além disso, nos proporciona a oportunidade de ter contato com as pessoas que estão na linha de frente das Câmaras Técnicas e entender quais são as diretrizes seguidas para cumprir com todos os compromissos previstos no Termo”.

Sobre a participação no evento, o presidente do CBH-Piranga e vice-presidente do CBH-Doce, Carlos Eduardo, ressaltou a importante dos comitês estarem presentes. “Esta transparência e alinhamento das informações são fundamentais para que todos tomem conhecimento do que está acontecendo”, comentou.

 

 

O vice-presidente do CBH-Piracicaba, José Ângelo Paganini, falou sobre a importância de compartilhar as informações sobre o que está sendo feito na bacia. “O evento criou um balanço das atividades do processo de recuperação da Bacia do Rio Doce”, comentou. “Tivemos a oportunidade de conhecer todas as ações que foram tomadas e como este processo de recuperação está se desenvolvendo”, explicou.

O presidente do CBH-Santo Antônio, Felipe Benício Pedro, que também esteve no evento, falou sobre a importância de se ter um repasse oficial de informações. “O seminário serviu para nivelar todas as informações do CIF e da Fundação Renova. Vamos replicar esses dados para que todos os membros dos Comitês saibam o que está acontecendo”, falou.

Para Hernani Santana, vice-presidente do CBH-Suaçuí, o evento é fundamental por colocar em sintonia os trabalhos em prol da Bacia. “Isso viabiliza uma otimização dos recursos que dispomos, desde mão de obra, até projetos e investimentos”, explica.

Para Ronevon Huebra, presidente do CBH-Caratinga, “é fundamental estarmos aqui, acompanhando, fazendo as nossas defesas, principalmente daquilo que já estava planejado no Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia.”

Para Senisi Rocha, presidente do CBH-Manhuaçu e secretário adjunto do CBH-Doce, a participação no seminário é fundamental, visto que os Comitês são parte do processo de gestão de recursos hídricos. “Estar aqui é uma forma de aprimorarmos nossos conhecimentos e nivelarmos as informações de tudo que tem sido feito pelo Rio Doce”, explica.

Jonnyr Moreira, secretário executivo do CBH-Guandu, explica que a participação é importante e há um grande desafio pela frente. “Através do seminário do CIF poderemos conhecer as ações que estão acontecendo na Bacia. Da Tragédia de Mariana para cá, há um enorme desafio para revitalizar ambientalmente o Rio Doce e ver a situação ser revertida”, ressalta.

A presidente do CBH-Santa Joana, Dhara Hibrya, destacou que “como estamos iniciando a nossa caminhada na gestão dos recursos hídricos, é importante acompanharmos os projetos já realizados e seus resultados, no que diz respeito à recuperação do Rio Doce, após a tragédia de Mariana”.

 Antônio Ruy, presidente do CBH-Pontões e Lagoas do Rio Doce, comentou a importância do momento. “Estamos aqui recebendo informações fundamentais sobre a bacia. São grandes programas que estão em desenvolvimento e muita coisa ainda está por vir”, falou.

Marco Antônio de Lima, secretário executivo do CBH-Barra Seca e Foz do Rio Doce, comentou a importância do repasse de informações. “Agora podemos ter uma ideia do que realmente está sendo feito na bacia. Antes só conseguíamos ver algumas ações isoladas e, graças ao seminário, pudemos ter um panorama geral de tudo.”


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